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Exatos três meses após a posse de Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, primeiro de abril, a semana começa com o presidente em viagem a Israel. Em Brasília, após longos dias de trocas de farpas entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a tramitação da nova Previdência parece começar a entrar nos eixos. Cansado de esperar por uma maior proximidade e articulação política por parte do presidente para com a reforma, Maia terá um novo interlocutor, o poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes.

Na última quinta-feira, em um encontro que parece ter marcado o fim das mais recentes tensões, o presidente da Câmara conversou com o ministro da economia e definiu que, a partir de agora, eles é quem tocarão a reforma, que já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O acordo veio após apelos de empresários e lideranças políticas preocupadas com a queda brusca na bolsa e com as reduções na previsão de crescimento do PIB,  provocado pelos bate-bocas públicos entre os presidentes da República e da Câmara.

Maia explicitou que o objetivo, agora, é colocar a reforma da previdência “nos trilhos” e recuperar o tempo perdido. Em contrapartida, Guedes vai ampliar sua participação na articulação política e passará a receber grupos de 15 parlamentares para discutir a aprovação da reforma e ouvir as demandas dos deputados, segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo, numa mistura de papeis que tem preocupado articuladores experientes do Congresso. 

Afastado de sua principal meta para o início de governo, em Israel, Bolsonaro aproxima as relações diplomáticas com o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu. Ontem, anunciou a instalação de um escritório comercial brasileiro em Jerusalém, rompendo, de forma inédita, com a neutralidade do Brasil sobre os conflitos entre Israel e Palestina. Hoje, vai com Netanyahu ao Muro das Lamentações. A visita é tida por analistas políticos de Israel como uma jogada de marketing de Netanyahu, que vai às urnas no dia 9 de abril. Flávio  Bolsonaro afirma que o curioso timing da visita é uma “coincidência”. 

 

Fonte.

Por Redação EXAME

Sábado, 30 Março 2019 03:07

Parque Estadual de Vila Velha

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Um dos mais belos e estruturados parques estaduais do Paraná - o de Vila Velha - é o cartão-postal de Ponta Grossa. Formada por cavernas, grutas e lagoas, a reserva fica a 24 quilômetros do Centro da cidade e guarda, ainda, esculturas naturais de arenito moldadas ao longo de milhares de anos. A mais famosa das figuras, a que remete a uma taça, é o símbolo do parque. 

Para facilitar o passeio e a apreciação das formações rochosas, uma passarela de 2.600 metros percorre os arenitos, enquanto monitores prestam informações em dois pontos da caminhada. Também as cavernas com lagos de lençol freático fazem arte das atrações de Vila velha. 

 Três grutas são abertas para visitas e, na mais imponente, um elevador desativado funciona como um mirante para a garganta contornada por um paredão de 53 metros de profundidade. Já na Lagoa Dourada, que também é uma caverna, as escarpas são mais baixas, porém, o espelho-d'água é muito maior, com 320 metros de diâmetro.

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Fonte. Parque Estadual de Vila Velha.

Ativistas dizem que centenas de migrantes estão morando nas comunidades, que temem impacto nos serviços públicos.

 

Centenas de migrantes que fogem do colapso econômico na Venezuela estão buscando abrigo em comunidades indígenas do lado brasileiro da fronteira.

O movimento ocorre enquanto crescem as tensões entre venezuelanos e brasileiros em cidades - que culminaram com conflitos em Pacaraima (RR) há duas semanas, quando moradores queimaram pertences de migrantes após uma tentativa de assalto atribuída a estrangeiros na véspera.

Líderes comunitários disseram à BBC News Brasil que há indígenas e não indígenas entre os venezuelanos que têm chegado às aldeias, em processo intensificado nos últimos meses. A maioria dos povoados fica às margens da BR-174, que liga Boa Vista à Venezuela.

Coordenador do CIR (Conselho Indígena de Roraima), organização que representa 237 comunidades indígenas no Estado, Edinho Macuxi afirma que os venezuelanos estão dormindo nas casas dos moradores, com quem negociam os termos da estadia.

Muitas vezes, diz ele, os estrangeiros se comprometem a ajudar com os trabalhos na roça ou outras atividades durante a permanência, que costuma durar alguns meses.

Mas ele afirma que muitos moradores estão descontentes com a movimentação dos estrangeiros e com seu impacto sobre os serviços públicos. Temem, ainda, que os venezuelanos jamais deixem o território.

"Quando você tem uma comunidade de 300 pessoas e de repente tem de atender 600, a situação que já não era boa fica ainda mais complicada", afirma.

 

Protestos contra migração

 

No último sábado, um pequeno grupo de indígenas protestou na BR-174 em Pacaraima, pedindo um controle mais rígido na fronteira. Em maio, três organizações indígenas de Roraima (Sociedade de Defesa dos Índios de Roraima, Aliança de Integração e Desenvolvimento das Comunidades Indígenas de Roraima e Associação de Desenvolvimento dos Povos Indígenas Taurepangs do Estado de Roraima) se declararam a favor da proposta da governadora de Roraima, Suely Campos (PP), de fechar a fronteira temporariamente.

 

A posição, porém, não é unânime entre os índios do Estado - especialmente entre os que mantêm laços com indígenas venezuelanos.

Há terras indígenas em quase todos os 2.200 km do lado brasileiro da fronteira com a Venezuela. A maior delas, do povo Yanomami, tem quase a mesma extensão que Portugal.

 

Indígenas dos dois lados da fronteira

 

Deslocamentos de indígenas em regiões de fronteira são comuns desde que as linhas que dividem os países sul-americanos cruzaram os territórios desses povos. Em vários pontos do continente, fronteiras separaram etnias ou se interpuseram entre grupos que mantinham relações de aliança.

Segundo as pessoas ouvidas pela BBC News Brasil, os venezuelanos têm se concentrado nas terras indígenas Araçá e São Marcos, em Roraima. Os territórios somam cerca de 7 mil moradores das etnias macuxi, wapichana e taurepang.

Um dos pontos de concentração é comunidade de Três Corações, no município de Amajari.

Em ao menos quatro povoados (Sorocaima, Bananal, Samã e Boca da Mata), a maioria dos viajantes são indígenas do povo temon, que habitam o lado venezuelano da fronteira e compartilham língua e costumes com os taurepang do lado brasileiro.

"Eles relatam que a situação do outro lado está muito difícil e não têm mais dinheiro para comprar comida", diz à BBC a ativista indígena Telma Taurepang, que estima em centenas o número de venezuelanos nas aldeias.

 

Indígenas dos dois lados da fronteira

 

Deslocamentos de indígenas em regiões de fronteira são comuns desde que as linhas que dividem os países sul-americanos cruzaram os territórios desses povos. Em vários pontos do continente, fronteiras separaram etnias ou se interpuseram entre grupos que mantinham relações de aliança.

Segundo as pessoas ouvidas pela BBC News Brasil, os venezuelanos têm se concentrado nas terras indígenas Araçá e São Marcos, em Roraima. Os territórios somam cerca de 7 mil moradores das etnias macuxi, wapichana e taurepang.

Um dos pontos de concentração é comunidade de Três Corações, no município de Amajari.

Em ao menos quatro povoados (Sorocaima, Bananal, Samã e Boca da Mata), a maioria dos viajantes são indígenas do povo temon, que habitam o lado venezuelano da fronteira e compartilham língua e costumes com os taurepang do lado brasileiro.

"Eles relatam que a situação do outro lado está muito difícil e não têm mais dinheiro para comprar comida", diz à BBC a ativista indígena Telma Taurepang, que estima em centenas o número de venezuelanos nas aldeias.

 

Segundo ele, a movimentação de estrangeiros por terras indígenas do Rio Negro aumentou no último ano. Baré diz que muitos entram por Cucuí, distrito de São Gabriel da Cachoeira (AM) na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Colômbia.

No fim de julho, o Exército apreendeu meia tonelada de maconha num barco em Santa Isabel do Rio Negro, município vizinho de São Gabriel e também na fronteira com a Venezuela. Acredita-se que a carga estivesse a caminho de Manaus.

Baré diz que a Funai (Fundação Nacional do Índio), órgão federal responsável pela proteção das terras indígenas, não está conseguindo impedir o ingresso de forasteiros.

"A insegurança é geral", diz Baré. "Nossas comunidades e cidades estão muito vulneráveis."

Procurada pela BBC, a fundação não se posicionou sobre a entrada de estrangeiros em terras indígenas.

O órgão disse em nota à reportagem que tem prestado apoio técnico e acompanhado o atendimento de indígenas venezuelanos no Estado do Pará, "buscando garantir direitos e o respeito às especificidades do povo Warao".

"Na região de fronteira, a atuação da Funai também mantém em funcionamento os fluxos necessários para que possa arcar com a sua missão legal de proteger e promover os direitos dos povos indígenas que encontram-se em território brasileiro", diz a fundação.

 

 

Fonte: Portal G1

 

 

Mostra reúne 27 imagens do fotógrafo Floriano Lima. Vernissage acontece no dia 24 de agosto no Sesc Centro, em Macapá. Visitações seguem até 20 de setembro.

 

Com fotos de paisagens, cartões-postais e até mesmo de trabalhadores à beira do Rio Amazonas, o fotógrafo Floriano Lima reúne 27 imagens que retratam o cotidiano amapaense na exposição "Minha Aldeia". A mostra ficará aberta ao público de 27 de agosto a 20 de setembro, na unidade Centro do Serviço Social do Comércio (Sesc), em Macapá.

 

O fotógrafo define não existir um tema específico na exposição, condição que deu a ele liberdade para retratar desde as fotos mais "clichês", até imagens comuns do dia a dia.

 

"Sempre gostei de fotografar nossos cartões postais porque eles são muito bonitos e únicos. Então, por mais 'batidas' que pareçam, eles fazem parte da proposta da exposição", adiantou.

Dormir na rede, trabalhar com embarcações ou até mesmo o céu no fim de tarde são inspirações para o fotógrafo, que diz buscar evidenciar as belezas escondidas na simplicidade.

Todas as imagens foram feitas entre 2016 até este ano. Elas compõem fases da profissão de Floriano Lima, de 56 anos, que iniciou a fazer "clicks" aos 17.

"Essas fotos são recentes e fazem parte da minha carreira profissional. Apesar de fotografar desde a adolescência, quando ganhei minha primeira câmera fotográfica, trabalho profissionalmente na área há cerca de 5 anos", contou.

A vernissage da exposição acontece no dia 24 de agosto, às 19h público poderá prestigiar a mostra de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 11h e das 15 às 17h.

 

Amapá

 

Serviço

 

Exposição fotográfica "Minha Aldeia"
Data: vernissage 24 de agosto; visitações de 27 de agosto a 20 de setembro
Hora: abertura 19h; visitações das 9h às 11h e das 15h às 17h
Local: Sesc Centro
Entrada: gratuita

Refugiados esperam vagas e interiorização: ‘Melhor aqui do que na Venezuela’. Mais de 5 mil venezuelanos vivem nos 10 abrigos públicos de Roraima e todos estão cheios; barracos ao redor se multiplicam.

 

Centenas de venezuelanos estão morando em barracas de camping e estruturas improvisadas com madeira, lona e tecido em 'favelas' que se multiplicam no entorno de abrigos para refugiados sem-teto em Boa Vista. Nos arredores de dois deles – o São Vicente e o Jardim Floresta – cerca de 600 pessoas vivem na rua à espera de vagas em meio à falta de comida, água e banheiros.

 

As instalações são precárias e a falta de utensílios faz praticamente tudo ser improvisado: latas e baldes de tinta viram panelas; cercas, árvores e calçadas ficam cobertas de roupas secando ao sol, como se fossem varal. À beira da rua, venezuelanos lavam roupas e outros fazem fogueiras para cozinhar.

 

Carlebis Navas, 35, a filha, o genro e os dois netos de 4 meses e 3 anos dividem uma única barraca de camping. Sem dinheiro e desempregados, eles moram na rua Uraricoera, a mesma do abrigo São Vicente, na zona Sul da cidade, há quase dois meses. A ocupação tem cerca de 300 pessoas.

 

“Vivi de aluguel aqui em Boa Vista quando tinha emprego. Fui demitida depois de passar um mês inteiro trabalhando. Meu patrão me mandou embora um dia depois de dizer que iria assinar minha carteira. Desde então, não consegui nenhum outro trabalho e estamos vivendo na rua porque não há mais vagas nos abrigos”, diz Carlebis.

 

Amamentando a filha bebê, Hillary Diaz, 20, conta que a família se alimenta graças a doações e usa banheiros emprestados. Não passam fome, mas na rua levam uma rotina que os adoece.

 

“Minha mãe [Carlebis], eu e minhas duas filhas pegamos uma gripe e tivemos quatro dias de febre”.

 

Caroline Freitez, 42, coordenadora informal da ocupação nos arredores do abrigo Jardim Floresta, diz que boa parte dos venezuelanos que estão no local desejam participar do processo de interiorização do governo federal. Um dos critérios para viajar, no entanto, é que os refugiados já estejam em abrigos.

 

“Queremos entrar para os abrigos para que nos levem para outros estados, mas estamos aqui na rua e sem poder ir embora”, explica Caroline, que tenta manter um controle atualizado do número de moradores do local. “Somos cerca de 300 e sempre estão chegando mais”.

 

Carmen Chavez, 21, o marido Denis Diaz, 25, e os dois filhos estão há quatro meses em Roraima e hoje moram em um terreno baldio no entorno do abrigo Jardim Floresta.

 

“Na barraca as crianças sentem muito calor. É quente de dia e de noite. Não há como tomar banho. A vida aqui é muito difícil, mas ainda é melhor do que na Venezuela, porque [aqui] há comida”, descreve Carmen ao ser perguntada sobre os desafios que enfrenta ao viver na rua com os filhos de 3 e 1 ano.

Antes de ir para o acampamento, o casal e os filhos estavam em uma fazenda em Alto Alegre, no Norte do estado, mas ao fim de três meses de trabalho não receberam nenhum centavo e decidiram ir embora.

 

“Nos davam refeições, mas não um salário pelo nosso trabalho na fazenda. Se aproveitaram da nossa situação”, relata Denis.

A rotina precária e a expansão dos acampamentos divide os moradores de uma cidade onde antes quase não haviam pessoas em situação de rua.

“Como não há banheiros alguns fazem as necessidades na rua e fica um cheiro terrível, insuportável”, reclama a brasileira Laisa Pereira, 74, que mora próximo ao abrigo Jardim Floresta. “Vivo aqui há 30 anos e nunca tive tanta vontade de me mudar, pois também não me sinto mais segura para andar sozinha na rua”.

“O poder público tem a obrigação de criar mecanismos para resolver essa crise, mas nós seres humanos temos a obrigação e o dever como cristãos de ajudarmos o próximo”, diz Áurea Cruz, coordenadora do ‘Mexendo a Panela’, um grupo de 10 voluntários ligados à Igreja Nossa Senhora da Consolata, vizinha à ocupação no São Vicente.

 

“Tanto o Rondon 2 quanto o BV8 [em Pacaraima] tem a previsão de inauguração para setembro”, detalhou a assessoria da operação, acrescentando que o cadastramento dos venezuelanos e a gestão dos abrigos ficam a cargo da Agência das Nações Unidas para refugiados (ACNUR) e das ONG Fraternidade sem Fronteiras, Fraternidade-Federação Humanitária Internacional e Associação Voluntários para o serviço Internacional (AVSI).

 

Crise migratória

 

Desde 2015, um número crescente de venezuelanos em fuga do regime do ditador Nicolás Maduro se muda para Roraima.

Segundo o IBGE, há 30,9 mil venezuelanos no Brasil - 99% em Roraima. Do total, aproximadamente 10 mil cruzaram a fronteira somente nos seis primeiros meses de 2018.

 

Apesar de já existirem 10 abrigos em Roraima com 5.046 moradores, ainda há mais de 2 mil venezuelanos em situação de rua em pelo menos 11 das 15 cidades do estado, segundo levantamento da Força-Tarefa.

 

 

 

Fonte: Portal G1 Notícias

 

 


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